Às vezes, um lembrete não está errado.

Ele chega exatamente no horário.

A mensagem importa.

Pode até ser algo que você realmente queria fazer.

Mas, no momento em que ele aparece, sua primeira reação não é "obrigado por me lembrar". É:

“Eu sei. Só não me incomode agora.”

Isso soa contraditório.

Não falta intenção.

Você não está ignorando a importância daquilo.

Você está simplesmente ocupado naquele momento.

Talvez você esteja em uma reunião. O telefone acende, você vê o lembrete, mas não pode parar naquele instante. Talvez você esteja saindo às pressas, com bolsa, chaves e café na mão, enquanto sua cabeça já está na próxima tarefa. Talvez você tenha acabado de responder a uma pilha de mensagens e esteja cansado demais para lidar com mais uma notificação. Ou talvez você esteja preso a pequenas frustrações ou preocupações maiores e, naquele momento, qualquer lembrete extra só dê vontade de se afastar.

O lembrete não é o problema.

Ele simplesmente chegou em um momento em que você não tinha espaço mental para responder.

Com o tempo, percebi que esse é um estado psicológico comum, mas os produtos raramente levam isso a sério.

Muitos produtos assumem que, assim que um lembrete aparece, a pessoa agirá. A vida real não funciona assim.

As pessoas não são máquinas. O momento em que um lembrete aparece nem sempre é o momento em que estamos mais aptos a agir.

Existem alguns mecanismos muito reais por trás disso.

O primeiro é a carga cognitiva.

Quando alguém já está lidando com trabalho, emoções, família, trânsito, mensagens ou simplesmente com o cansaço de um dia longo, a atenção fica limitada. Nesse ponto, até um lembrete bem-intencionado pode parecer mais um peso.

Você sabe que importa.

Mas sua mente já está cheia.

O segundo é a distância entre intenção e ação.

Muitas coisas ficam inacabadas não porque não queremos fazê-las, mas porque "eu quero fazer isso" e "eu consigo fazer isso agora" nem sempre acontecem ao mesmo tempo.

Quando o lembrete chega, você sabe o que fazer.

Mas não é conveniente naquele momento.

Quando finalmente fica conveniente, o lembrete já desapareceu, e a vida levou você para outro assunto.

É assim que as coisas passam despercebidas.

O terceiro é a reatância psicológica.

Quando os lembretes ficam fortes, frequentes ou insistentes demais, é natural que as pessoas se sintam controladas. Mesmo quando a tarefa faz bem, podemos resistir a ela:

“Não me amole.”

“Eu sei.”

“Eu já vou fazer.”

Isso não significa falta de disciplina.

Significa que as pessoas precisam sentir que ainda têm autonomia.

Se um lembrete só aumenta a pressão, ele facilmente deixa de ser ajuda e vira interrupção.

Os lembretes de medicamentos ficam exatamente no cruzamento desses mecanismos.

Tomar o remédio é importante.

Mas isso costuma acontecer nos momentos mais comuns, corridos e imperfeitos da vida.

Um lembrete aparece enquanto você está se arrumando de manhã. Você pensa: "Só um minuto. Já vou tomar." Então coloca primeiro a caixinha de remédios na bolsa.

Outro lembrete aparece no trabalho. Você está no meio de alguma coisa e pensa: "Eu vi. Vou tomar quando terminar."

Naquela noite, depois de voltar para casa, você se lembra de repente:

O remédio continua na sua bolsa.

Muitas doses esquecidas não acontecem por falta de lembrete. Elas acontecem porque você viu o lembrete e pretendia agir, mas aquele momento específico não era bom para isso.

Esse é o problema que eu queria resolver com cuidado.

As ferramentas tradicionais de lembrete costumam seguir um dos dois caminhos.

Um caminho é lembrar você no horário agendado e depois desaparecer.

É leve, mas a vida engole isso com facilidade.

O outro caminho é continuar tocando, surgindo na tela e persistindo.

É forte, mas também pode criar estresse e fazer com que as pessoas queiram desativá-lo.

Comecei a me perguntar se poderia existir um terceiro caminho.

Um lembrete que não seja mais alto, mas sim mais humano.

Ele entende que você pode já ter visto.

Ele entende que talvez não falte vontade, apenas condições naquele momento.

Ele não trata você como um fracasso por não ter respondido imediatamente.

E não tenta empurrar você para a ação com interrupções constantes.

Ele simplesmente mantém a tarefa presente, com gentileza.

Esse é o DoseLoop.

O DoseLoop é um lembrete e registro de medicamentos. Mas, para mim, ele é mais do que uma ferramenta que avisa a hora de tomar os remédios.

Eu queria que ele abordasse um problema psicológico pequeno, mas muito real:

Quando alguém já sabe que precisa tomar o remédio, mas não tem espaço mental para lidar com isso agora, como o produto pode continuar por perto sem criar mais pressão?

É por isso que o design dos lembretes do DoseLoop é contido.

Ele lembra você, mas não parte do princípio de que você deve responder imediatamente.

Ele continua acompanhando aquela dose dentro da janela de monitoramento que você definiu, em vez de desaparecer depois de um único alerta.

Ele permite que você escolha um estilo de lembrete suave, equilibrado ou mais insistente, conforme sua preferência.

Ele tenta transformar lembretes de "pressão" em "presença".

Porque muitas pessoas não precisam de um alarme mais alto.

Elas precisam de uma ferramenta que traga de volta, com gentileza, o que é importante quando a vida fica corrida.

O DoseLoop não foi criado para uma pessoa imaginária que está sempre disciplinada, sempre calma e sempre pronta para agir imediatamente.

Ele foi feito para a nossa versão mais realista:

A versão de você que sai correndo de manhã.

A versão de você que é interrompida o tempo todo no trabalho.

A versão de você que se lembra, mas por um momento não consegue lidar com mais nada.

A versão de você que chega em casa à noite e percebe que quase se deixou de lado mais uma vez.

Eu não criei o DoseLoop para tornar os lembretes mais insistentes.

Criei o DoseLoop porque acredito que lembretes podem ser mais cuidadosos.

Sem importunar.

Sem culpar.

Sem acrescentar mais pressão.

Mas ajudando você, com gentileza, a voltar para o que importa quando, por um momento, você não consegue cuidar das suas próprias necessidades.

O DoseLoop se preocupa com o intervalo entre "eu sei que preciso tomar meu remédio" e "eu consigo tomá-lo agora".

Esse intervalo é pequeno.

Mas é aí que acontecem muitas doses esquecidas, muitos momentos de culpa e muitas coisas que a gente realmente queria fazer.

É por isso que o DoseLoop existe.

Lembrar sem interromper.

Manter o que importa por perto, sem acrescentar pressão.

Trazer a tarefa de volta quando você estiver pronto.

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